Rebeca olha para todas as fotos e arquivos sobre a cena do crime na casa de Eugene Dutton que estão espalhados no balcão da cozinha. As evidências policiais são poucas.
Ela sabe que eles estão a um passo de concordar com o relatório inconclusivo do legista que concorda com a possibilidade de tudo ter sido um acidente.
Asfixia auto erótica! – as palavras que martelam na cabeça de Rebeca.
Quando escuta Davis se movendo no quarto, ela guarda tudo com muita rapidez.
Ele aparece e solta um sorriso de bom dia.
DAVIS: Espero que não tenha lido meus documentos confidenciais.
REBECA: Eu nunca faria isso, querido.
Davis sorri, recolhe as pastas e dá um selinho em Rebeca. Depois vai embora.
Rebeca caminha até seu quadro investigativo.
Olha por todas as evidências. Nada parece se encaixar a esta altura.
Ela sente em todos os ossos de seu corpo que a Frontier tem tudo a ver com isso e volta a pensar em seu cliente.
REBECA: Isso é palhaçada. Ele está obviamente envolvido nisso até o pescoço.
Ela pega o celular e manda uma mensagem de texto para Sombra, perguntando se ele descobriu alguma coisa de Kevin Whitmore.
Enquanto isso, ela cogita a possibilidade de Kevin estar por trás da queima de arquivo. Dalia é sua esposa. Ele não deve estar tão no escuro assim.
No mesmo momento, Rebeca se lembra de um velho ditado que seu mentor da polícia dizia. “Se você ouvir um tropel, pense primeiro em cavalos, não em zebras”.
Rebeca pega seu casaco e voa porta afora, atrás da verdade sobre Kevin.
Kevin entra em seu apartamento e logo vê que não está sozinho. Ele olha para os lados, procurando o invasor. Nada.
Apenas o vento entrando pela janela.
Ele se aproxima dela e a fecha. Então escuta passos.
Paranoicamente olha para trás, cerrando os olhos em todos os cantos. Até mesmo no teto – crente de que um ninja pode pular em cima dele a qualquer momento.
KEVIN: Dalia? É você?
Ele escuta um copo quebrando no chão da cozinha e caminha até lá, lentamente, procurando uma arma pelo caminho.
De repente alguém o empurra com toda a força para trás. Kevin cai e olha para cima.
Mas não consegue ver nada através da máscara.
KEVIN: Quem é você?
A mulher mascarada aponta sua arma para ele. O dedo ágil destrava a arma e Kevin instintivamente tenta se proteger com os braços.
REBECA: Precisamos ter uma conversinha.
Rebeca fala, só que com uma entonação diferente, mais suave e doce do que de costume.
Kevin não percebe quem ela realmente é.
KEVIN: O que você quer? Dinheiro? Eu tenho dinheiro!
REBECA: Frontier.
Kevin paralisa no chão. Ele estreita os olhos, encarando Rebeca, tentando com força reconhece-la, mas não parece ter muito sucesso.
REBECA: Eu sei tudo sobre Phil Barnes e Eugene Dutton. Também sei que você é o próximo na lista de sua esposa.
KEVIN: Não sei do que está falando! Eu não conheço essas pessoas!
Rebeca se aproxima rápido o suficiente para dar uma coronhada na cabeça dele, deixando-o inconsciente.
Kevin acorda no mato, em algum lugar no meio do nada, e coloca a mão em sua cabeça que lateja de dor.
Rebeca se aproxima pisando fundo no chão, fazendo questão de que ele se lembre de sua presença ali.
KEVIN: Você...
REBECA: Fale-me sobre a Frontier.
KEVIN: Por que está fazendo isso comigo?
Rebeca volta a apontar a arma para Kevin.
REBECA: Por que você é tão culpado quanto eles.
Rebeca dispara uma bala ao lado de Kevin, no chão, fazendo com que o barulho do disparo ensurdeça o ouvido esquerdo dele.
KEVIN: Não! Por favor, não me mate!!!
Ele implora desesperadamente.
REBECA: Qual era o nível de envolvimento de Phil Barnes para ele ter sido o primeiro a ser executado?
KEVIN: Ele estava chantageando...
REBECA: A quem?
Kevin mostra sinais de falta de ar, hesitando em falar.
KEVIN: Eugene Dutton.
Rebeca se surpreende.
REBECA: O que ele sabia sobre a Frontier?
KEVIN: Não o suficiente, mas ele era um otário oportunista.
REBECA: Dutton é responsável pelo hit de Barnes?
KEVIN: Eu não sei!!!
Ele berra.
REBECA: A mesma pessoa que assassinou Barnes também executou Dutton.
Kevin fica confuso.
REBECA: Dutton colocou alguém atrás da cabeça de Barnes, mas depois essa mesma pessoa foi atrás de Dutton? Por quê?
KEVIN: Eu não sei nada sobre isso!!! Eu juro!!!
Ele esperneia. Rebeca dispara outra bala contra o chão. Kevin solta um grito gutural.
REBECA: O que Barnes tinha contra Dutton?
KEVIN: Barnes tinha pouco acesso, mas um colega dele investigador o ajudou com algumas coisas. Ele descobriu o suficiente para botar todo mundo na cadeia pelo resto da vida.
REBECA: O que ele sabia de tão importante assim?
KEVIN: Sobre a contaminação da água. É só o que eu sei, por favor...
Ela faz uma pausa, frustrada, depois continua.
REBECA: O que ele queria em troca do silêncio?
Kevin dá uma risada.
KEVIN: Dinheiro. Muito dinheiro.
REBECA: Qual é a participação de Dalia no esquema?
KEVIN: O quê?
REBECA: Dalia! Ela é a pessoa que assassinou Barnes e Dutton. Quem a contratou? Qual é o envolvimento dela?
KEVIN: Eu não sei! Eu não sei! Minha investigadora particular nunca conseguiu descobrir!
REBECA: E quanto a Frontier? Quantas pessoas estão envolvidas no incidente?
KEVIN: Somente pessoas de alto escalão.
REBECA: Incluindo você?
KEVIN: Não!
Kevin afirma com veemência.
KEVIN: Eu só... Estava no lugar errado.
Ele engasga.
KEVIN: Na hora errada.
REBECA: O que quer dizer?
KEVIN: Eu... Ouvi Dutton conversar ao celular com Barnes, meses atrás, sobre a contaminação da água da Frontier. Eu estava na casa dele, jogando pôquer, foi quando ele pediu licença e atendeu o celular noutro cômodo. Então foi aí que eu descobri que Barnes o estava chantageando.
Rebeca fica incomodada com os novos fatos. Kevin é inocente? E toda aquela atitude de criminoso? Rebeca havia cometido o erro de acreditar demais em seu cliente no passado, não iria passar por isso de novo.
Se ele estiver mentindo, ela está determinada a descobrir.
Kevin continua sentindo dificuldades para respirar.
KEVIN: Você disse que minha esposa matou Phil Barnes.
REBECA: Sim.
KEVIN: Então eu sou o próximo. Primeiro Barnes, agora Dutton. Eu tenho que ser o próximo...
REBECA: Pensei que ninguém soubesse de seu envolvimento, você mesmo disse que descobriu tudo por acaso.
KEVIN: Aparentemente eu estou muito enganado. Ou você não estaria aqui, não é mesmo???
Rebeca começa a pensar em todas as possibilidades e cenários e se todos os novos fatos se encaixam.
Barnes e Dutton estavam brigando por chantagem. Kevin sabe do incidente por acaso, então, seu futuro assassinato será efeito colateral?
Até onde Dalia está envolvida nessa história? E se não tem um envolvimento particular, foi contratada por quem?
REBECA: Quem mais tem envolvimento nessa história além de Barnes e Dutton?
KEVIN: Meu palpite? David Vaughan, o diretor executivo da Frontier. Ele é um canalha de primeira.
Rebeca decide que ainda tem perguntas a serem respondidas.
Longa noite, campeão. – ela pensa.
SOMBRA: Você o deixou no meio da estrada?
REBECA: Ele é grandinho, vai sobreviver.
SOMBRA: Ele deve estar apavorado. Já tentou contato com você?
REBECA: Sim. Ele me deixou umas 159 mensagens no celular.
Sombra sorri.
SOMBRA: Descobriu o que ele realmente queria com Dutton no dia do assassinato dele, doutora?
REBECA: Shh. Não deixe a polícia ouvir você falando isso. O laudo oficial já foi determinado.
SOMBRA: Sorte a deles.
REBECA: Sim. Ele me contou que Dutton o chamou para uma nova partida de pôquer. Deve correr muita grana nesses circuitos fechados. Juízes, outros empresários, o de sempre. E eu acreditei nele quando ele disse que Dutton não sabia que ele descobriu o esquema.
SOMBRA: É consistente com o que ouvimos no vídeo.
REBECA: Sim. Realmente eles não estavam falando em códigos. A paranoia é coisa minha. Obrigada.
SOMBRA: Acha mesmo que Whitmore é inocente?
REBECA: O cara está se cagando de medo, Sombra. Aquela postura de durão era falsa. Se ele realmente tivesse em uma posição comprometedora no esquema nunca teria me envolvido na história.
SOMBRA: Mas ele não sabe que quem o levou ontem pro meio do mato era você?
REBECA: Não.
Sombra dá uma risada debochada.
SOMBRA: O que o Ivanovic te contou sobre Phil Barnes, afinal?
REBECA: A ficha policial dele é toda suja. Não sei como ele nunca pegou perpétua. Passou do terceiro strike há tempos.
SOMBRA: Ele devia ter os juízes dentro do bolso.
Rebeca perambula pelo escritório, depois para em frente ao seu quadro investigativo.
Ela olha para as únicas duas fotos grudadas. Dalia Whitmore e David Vaughan.
REBECA: Cavalos e não zebras!
Rebeca murmura. Sombra segue Rebeca com o olhar.
REBECA: O que pode me contar sobre Dalia?
Ela põe toda a sua atenção em Sombra.
SOMBRA: Tem muito tempo isso. Não sei se é mais relevante.
REBECA: Cara... Você está me matando.
SOMBRA: Doutora, ela é uma profissional. É tudo o que precisa saber. Não nos conhecemos intimamente, é só que... Já ouvi muitas histórias dela no submundo.
REBECA: Submundo? Ninguém mais fala isso.
SOMBRA: Desde quando?
REBECA: Desde que você nasceu. E devo acrescentar que fico muito curiosa pra saber suas histórias particulares sobre o grande cinza do diabo.
SOMBRA: Ah é? Ninguém mais fala isso também.
REBECA: Não?
SOMBRA: Não depois dos arrastões em 2007, não. O termo popular agora seria Distrito Vermelho.
REBECA: Sabe, não conseguiremos nenhuma resposta se ficarmos sentados aqui. Essa conversa me deu uma ideia. O que acha do nome John McDuro?
SOMBRA: Só se você for Sugar Fox.
Rebeca sorri.
Ao som desconjuntado de um jazz improvisado e bem pra cima, as extravagantes dançarinas pulam de mesa em mesa, provocando olhares ardentes e sorrisos largos – como em uma paródia desavergonhada e colorida.
Rebeca se sente em outra época. O mundo lá fora não existe mais. O que acontece no Chat Noir fica no Chat Noir. Pelo menos era assim antigamente, até onde Rebeca se lembra.
Sombra toma a direção e leva Rebeca até outra sala mais tímida, mas não menos barulhenta.
Com direito a doses cavalares de tequila de minuto em minuto e muitas gargalhadas.
É difícil não perceber a presença de Madame Bouvier. Figura conhecida nas grandes festas e espetáculos da noite cosmopolita dos anos setenta e oitenta.
REBECA: De onde conhece Madame Bouvier?
SOMBRA: Do antigo casarão na 73rd Street no qual ela é proprietária.
REBECA: Aquilo sempre foi um bordel de rapazes, desde mil...
Rebeca para de falar e arregala os olhos.
SOMBRA: Não pergunte.
O queixo dela cai.
Sombra se aproxima de Madame, a fazendo sorrir e soltar um grito estridente assim que o vê.
MADAME: Oh, mon petit paillard!
Madame quase o engole em um abraço longo e apertado.
MADAME: Detetive!
E Bouvier se encontra com Rebeca, também a recebendo de forma exagerada e teatral.
MADAME: Mathie, mon cher, apportez-nous deux verres de vin!
Ela grita para um dos meninos que carregam as bandejas de taças de vinho.
MATHIE: Não vê que estou ocupado, gorda! Vá aborrecer outro!
Ele fala, com o sotaque carregado em francês.
MADAME: Lâche cette merde et faire ce que je vous envoie, pédé!
MATHIE: Tu ferais mieux de dormir les yeux ouverts ce soir!
Eles continuam a discutir em francês.
REBECA: Eles estão se ameaçando?
Rebeca sussurra para Sombra, ainda com os olhos no decote gigante de Madame Bouvier.
SOMBRA: Se estão!
Sombra sorri.
MADAME: Me desculpem por esse traste! O que os trazem aqui?
Rebeca mostra uma foto de Dalia para Madame Bouvier. Ela automaticamente muda a expressão de seu rosto.
MADAME: Me acompanhem, s'il vous plaît.
Eles a acompanham até uma outra sala nos fundos do cabaré, o que parece ser o escritório de Madame.
Eles entram e ela fecha a porta. Depois ela caminha até sua mesa e tira uma arma da gaveta, apontando para eles.
SOMBRA: Madame.
REBECA: O que está acontecendo?
MADAME: Quem mandou vocês?
SOMBRA: Ninguém, Madame!
REBECA: Só precisamos saber mais sobre essa mulher da foto. A reconhece não é? Por isso está assim.
MADAME: Que merda, Sombra, mon cher.
SOMBRA: Isso não será rastreado até você, Madame. Só precisamos de uma informação sobre ela.
MADAME: Você não entende.
A música ao fundo muda, perto do palco, mas é possível escutar o tom misterioso iniciando. A plateia agora em silêncio.
Sombra imediatamente reconhece a música.
REBECA: O que houve?
SOMBRA: Não deveríamos ter vindo.
MADAME: Vão embora! Não posso ajuda-los agora! Falo com vocês depois, mon cher.
Sombra e Rebeca saem do escritório e caminham rapidamente em direção a porta, mas fica difícil encontrar a saída, agora que as luzes estão todas voltadas para o palco.
Ele insiste em arrastar Rebeca pelo braço, sem nenhuma explicação, mas ela é mais teimosa e tenta fincar os pés no chão, enquanto olha para o palco para tentar entender a comoção.
E então a reconhece.
Dalia.
Dalia caminha de forma sensual e teatral em direção à beirada do palco, enquanto alterna entre a dança instigante e as paradas bruscas para tirar uma nova peça do seu vestuário.
O público delira.
Ela desce do palco lentamente e segue em direção à Sombra. Rebeca fica distante dele.
Dalia passa por ela, mas não a olha, continua fixada em Sombra.
E dança em volta dele, jogando todo seu charme, despejando seu olhar mais sedutor.
E então Sombra sabe que ela sabe.
DAVIS: Conseguiu alguma pista?
REBECA: Não. Hoje à noite foi uma perda de tempo total.
DAVIS: Mas o que é esse cheiro de cabaré?
Rebeca solta uma risada aliviada e caminha em direção à cama e se joga nela.
Davis chega de mansinho na porta e encosta-se à madeira.
DAVIS: Seu cliente ligou várias vezes. Eu disse que você não estava. Ele não parecia muito contente. O que você fez?
REBECA: Não quero falar sobre isso agora, Davis!
DAVIS: Tudo bem.
Ele se deita ao lado dela, se aproximando cada vez mais.
Ele pousa a mão nas costas dela, mas Rebeca se contorce ao sentir seu toque.
Ele tira a mão no mesmo momento, frustrado, e vira todo seu corpo para o lado oposto.
Dalia sai do cabaré em direção ao seu carro, toda pomposa, quando percebe uma movimentação nos fundos.
Ela olha para a escuridão, em silêncio, verificando se tem alguém ali. Vinte segundos se passam e ela decide continuar andando.
Logo entra em seu Audi RS5 e canta pneu ao sair, de tanta pressa.
Do outro lado ocorre uma vigília inesperada, paciente e furiosa atrás de informações.
Natalie sai lentamente da escuridão – seus passos completamente quietos.
Em suas mãos, uma faca pronta e afiada para um interrogatório nada amigável.
Portando nada se não más intenções, ela entra pelos fundos, na mesma porta em que Dalia saiu.
É hora de encontrar a infame Madame Bouvier. – Natalie pensa.
Kevin se aproxima de Rebeca, trajando um casaco preto, óculos e chapéu. Se ele antes era um cara paranoico, agora não se sabe mais o que é.
REBECA: O parque está deserto, senhor.
KEVIN: Você recebeu minhas mensagens, pomba! Por que não respondeu?
REBECA: Eu estive ocupada, me desculpe. O que houve?
KEVIN: O que houve?
Ele se descontrola.
KEVIN: O que houve? Vou te contar o que houve loirinha!
Ele berra, de forma debochada. Rebeca sente uma piada interna se formando em sua mente, comparando o Kevin da outra noite e o de agora.
KEVIN: Uma maluca me sequestrou sob o pretexto de conseguir informações sobre tudo o que eu sei sobre a Frontier.
REBECA: Espere. Quem te sequestrou?
KEVIN: Não sei, caramba! E olha que aquela magrela sabia coisa pra cacete! Puta que pariu, o que eu vou fazer agora?
REBECA: Fica calmo. Vamos pensar em alguma coisa. Mas antes eu tenho que te perguntar... O que exatamente ela queria saber e o que contou a ela?
KEVIN: Aquela vaca...
Com muita ênfase em “vaca”.
KEVIN: Ficou meia hora me indagando sobre o que eu sei de uns caras que fizeram merda na Frontier.
REBECA: E qual é a sua conexão com a Frontier mesmo?
KEVIN: Eu trabalhei lá alguns anos atrás, mas não era nisso que ela estava interessada.
REBECA: E o que respondeu a ela?
KEVIN: Falei o que eu sei né, pomba! Ela ia me matar! Você que não viu aqueles olhos de maluca. Eu conheço aquele olhar, loirinha, ela não estava brincando não.
Rebeca tenta conter um sorriso.
KEVIN: Ela disse também que a minha mulher está envolvida com o esquema de alguma maneira e agora eu definitivamente acredito nisso!!!
REBECA: A suspeita dela é razoável.
KEVIN: Sim! Como eu fui estúpido! Em que planeta uma mulher daquelas se casaria com um otário como eu???
Ele dá vários tapas na própria testa.
KEVIN: E agora tudo faz sentido, o casamento apressado, o momento certo logo após o incidente na costa. Quem quer que a tenha mandado matar Dutton logo após ela ter matado Barnes com certeza a colocou para ficar atrás de mim. Mas o que eu não entendo é... Por que se casou comigo? Por que todo esse trabalho? Ela passou por tudo isso pra não ficar com tédio ou algo assim?
REBECA: Prometo que eu vou descobrir tudo o que quer saber, mas enquanto isso acho bom você pensar melhor em como se proteger.
KEVIN: Escuta o que eu to dizendo, eu não quero mais saber os por quês, só quero saber de dar o fora daqui.
REBECA: Kevin...
KEVIN: Só vou precisar de um último serviço. E estaremos terminados.
Ela hesita inicialmente, mas se interessa pela proposta.
KEVIN: Eu não quero viver sabendo que esses canalhas fizeram o que fizeram e ficarão impunes. Me prometa que independente de qualquer coisa você fará com que essa história veja a luz do dia!
REBECA: O que está me pedindo exatamente?
KEVIN: A partir de amanhã eu já vou ter deixado o país e eu quero que você continue a investigar essa sujeirada toda. Juro que a recompensa será mais do que você possa esperar!
Rebeca se surpreende com Kevin, mas acaba gostando do rumo da conversa.
E então ela sorri – flertando com as possibilidades.
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